Busque o extraordinário

12/09/17

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O extraordinário traz maior valor em nossa vida, e, por isso, pode proporcionar um senso de realização. Para buscar esse extraordinário, devemos listar os papéis mais importantes que desempenhamos, equilibrá-los e, assim, alcançar um desempenho excepcional. O fundamental aqui é foco.

 

Por que buscar o extraordinário?

 

Muitas pessoas nos dizem: “Eu não quero ser extraordinário, só quero ser capaz de levar uma vida normal, em paz!”. Com todos os desafios da vida e tudo o que temos de fazer, é relevante perguntar por que deveríamos almejar o extraordinário.

 

Vamos lembrar o que queremos dizer com extraordinário. Trata-se de ir para a cama ao fim de cada dia com um sentimento de satisfação e realização. Trata-se de realizar aquelas coisas que agregam o máximo valor a seu trabalho e a sua vida.

 

Quando usamos a palavra extraordinário, não queremos dizer:

Um padrão perfeccionista e impossível que você tenta atingir movido pela culpa.

A maneira como outra pessoa acha que sua vida e seus dias devem ser.

A satisfação de todos os caprichos dos outros em vez de fazer o que mais importa para você.

O sentimento de que você precisa se destacar dos outros, competindo com eles.

Simplesmente nos referimos às coisas que, em nossa opinião, devem criar o maior valor em nossa vida neste exato momento.

 

Por que, então, usamos a palavra extraordinário? O termo implica algo fora do comum, algo não ordinário, não é mesmo? Sim. É isso mesmo.

 

Muitas pessoas levam a vida sem fazer uma pausa para esclarecer o que mais importa para elas e não alocam tempo para essas coisas. Em vez de tomarem decisões conscientes com base no esclarecimento do que mais importa, elas são controladas por atividades urgentes.

 

O que acaba acontecendo é que elas não têm um senso de satisfação no fim do dia. Ao contrário, sentem-se desconfortáveis e incompletas em relação à própria vida e ao que estão fazendo. Ficam se perguntando como podem levar uma vida tão ocupada e mesmo assim sentir que não realizaram nada. As pessoas em geral tentam abafar esses sentimentos levando uma vida ainda mais ocupada.

 

Primeiramente, deve-se definir o que mais importa e buscar atingir isso de maneira sistemática e consciente.

 

Quais são os papéis mais importantes que você tem na vida hoje?

 

A vida acontece segundo as funções, ou seja, os papéis que assumimos. É por meio deles que desenvolvemos relacionamentos e que realizamos todas as atividades que fazem de nós seres humanos.

 

Os papéis são tão fundamentais para a identidade humana que, diante da pergunta “Quem é você?”, as pessoas sempre respondem no que se refere a papéis: “Sou engenheiro”, “Sou casado com a Jane”, “Sou ciclista”, “Sou um amigo”. Mesmo quando a resposta é uma lista de traços de personalidade, como “Sou tímido” ou “Sou uma pessoa que adora se divertir”, essas características sempre se manifestam no contexto dos papéis.

 

A ideia é manter todos eles em equilíbrio. O modo como cada um se expressa em sua vida afeta todos os demais papéis. Se você está passando por dificuldades no trabalho, por exemplo, isso pode afetar seu humor e seu comportamento em casa. Se algo está errado em sua vida pessoal, por sua vez, fica mais difícil ter sucesso no trabalho ou em outros papéis.

 

Nosso cérebro organiza as informações em categorias naturalmente, de modo que faz todo o sentido organizar a vida no que se refere a papéis.

 

Quantos papéis você tem em sua vida neste exato momento? Dez? Quinze? Você é um gestor? Um funcionário? Um líder de projeto? Um pai ou mãe? Uma filha ou filho? Um irmão ou irmã? Um vizinho? Um voluntário? Um ativista? Um arquiteto? Um artista? Um atleta? Um ambientalista? Um treinador? Um parceiro? Um sócio? E o que dizer do papel de cuidar de si mesmo? Quais são os diferentes papéis e relacionamentos de sua vida? Será que é realmente possível ser extraordinário em todos eles?

 

Uma das ações mais eficazes é estreitar o foco. Reserve um tempo para identificar alguns poucos papéis mais importantes de sua vida hoje, avaliar seu desempenho em cada um deles e determinar como seria atingir o sucesso em cada papel. Isso dará a seu cérebro as metas de que ele precisa para melhorar bastante as decisões que você toma todos os dias.

 

Quando você conseguir identificar seus papéis mais importantes, eles devem:

 

Representar seus principais relacionamentos e responsabilidades.

 

Ser relevantes para sua vida neste exato momento (não em algum momento no futuro ou em papéis que você acha que deveria ter).

 

Ser significativos para você. Seus papéis têm de expressar seus valores mais profundos, suas aspirações mais elevadas e suas maiores contribuições.

 

Imbuir sua vida de uma perspectiva equilibrada (por exemplo, eles não devem se limitar ao trabalho ou a sua vida fora do trabalho).

 

Restringir-se a cinco a sete papéis.

 

Como vai seu desempenho?

 

Depois de identificar conscientemente os poucos papéis mais importantes de sua vida, o próximo passo é avaliar seu desempenho em cada um deles neste exato momento.

 

Seu desempenho é:

 

Insatisfatório? “Não estou fazendo o que deveria fazer neste papel e não aloquei muito tempo ou energia para ele.”

Ordinário? “Faço o que se espera neste papel.”

Extraordinário? “Estou empolgado com minha valiosa contribuição neste papel.”

 

Observe algumas dicas interessantes:

 

Comemore. Não deixe de celebrar os papéis nos quais você acha que está indo bem. Você deve se orgulhar deles.

 

Avalie. Dê uma bela e corajosa olhada nos papéis nos quais você admite que está apresentando um desempenho insatisfatório. Aplique uma visão holística à situação. Como você vê a interação entre seu trabalho e sua vida pessoal? Eles estão equilibrados ou totalmente fora de controle? Seu desempenho em algum de seus papéis se destaca por estar desviando tempo, atenção e energia de algum outro papel importante?

 

Valide. Você está certo de sua autoavaliação? Seria melhor perguntar para alguém? Temos visto pessoas que se consideram um marido, esposa ou companheiro extraordinários e levam um balde de água fria na cabeça ao pedir a opinião do parceiro. Uma bela dose de realidade, certo? É possível constatar ainda que os outros acreditam que você está tendo um desempenho muito melhor do que pensa. Também é bom saber disso. Aprofunde-se quanto quiser nessa etapa. Pedir a opinião dos outros no trabalho ou em casa pode ajudá-lo a conhecer o impacto que está causando e como melhorar, se quiser.

 

Esse recurso de classificação e reavaliação é um exercício mental importantíssimo que, sem dúvida, renderá bons frutos. Pode não ser fácil de fazer, e, em meio à correria do dia a dia, esse trabalho indispensável não raro é negligenciado. Como a maioria de nós acha que já tem uma boa ideia do próprio desempenho nesses papéis, costuma ser mais simples entrar no piloto automático e ignorar a necessidade de dar uma bela avaliada na realidade. Esse exercício ajudará a estabelecer os objetivos claros dos quais o cérebro anseia para ajudá-lo a atingir resultados melhores.

 

Equilibre seus papéis

Estabelecer o equilíbrio entre os papéis é especialmente importante em nossa vida nos dias de hoje, permeada pela tecnologia, que nos deixa sempre conectados, sempre acessíveis ao trabalho.

 

Nesse tipo de mundo, temos um portal aberto à nossa vida por meio das parafernálias que levamos sempre conosco. Esses dispositivos permitem que as pessoas nos telefonem – e até nos vejam! – e nos enviem e-mails ou mensagens de texto a qualquer momento, de dia ou à noite. Os únicos limites são os que nós mesmos criamos e negociamos com os outros.

 

Essa pode ser uma realidade bastante perigosa quando se trata de criar equilíbrio em nossa vida. No entanto, a tecnologia também pode ser libertadora quando temos uma definição clara de como os importantes papéis se encaixam em nossa vida como um todo.

 

Por causa da natureza criativa do trabalho do conhecimento, você pode ter as melhores ideias às 5h00 da manhã e ser menos produtivo às 14h00. Empresas e pessoas que se adaptaram a essa realidade dão menos valor ao tempo presencial no escritório, pondo mais ênfase nos resultados. Em algumas organizações que conhecemos, é totalmente aceitável que uma pessoa saia do escritório às 14h00 de uma quarta-feira para andar de bicicleta nas montanhas porque ela participará de uma videoconferência internacional das 18h00 às 22h30 em casa. Essa pessoa continua desempenhando seu papel no trabalho e ao mesmo tempo tem a liberdade de desempenhar o papel de cuidar de si. Por ter um conjunto claro de resultados e expectativas que negociou com os outros, não se sente culpada enquanto anda de bicicleta nem explorada ao participar da videoconferência.

 

Nesse caso, o equilíbrio não envolve passar oito horas no escritório e deixar o trabalho para trás quando a pessoa vai para casa. Também não é uma espécie de balança mecânica, na qual, quando um lado (ou papel) sobe, o outro deve necessariamente descer. Na verdade, faz mais sentido visualizar o equilíbrio entre a vida profissional e pessoal como os movimentos de um dançarino harmonioso ou de um habilidoso artista marcial. Nesse contexto, o equilíbrio é interativo e se mantém em constante movimento. Seu formato difere em momentos diferentes – às vezes rápido, às vezes lento, mas sempre centrado. É fundamental criar em sua vida uma relação harmoniosa entre todos os diferentes papéis que lhe dão um senso de satisfação e realização, tanto no momento como ao longo do tempo.

 

 

 

Fonte: Revista HSM | ago 30, 2017 | – http://www.revistahsm.com.br/cultura-e-proposito/busque-o-extraordinario/

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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